TEATRO PARA A VIDA: TADEU AGUIAR E EDUARDO BAKR

Fazer falar a alma pode engendrar grande arte. Assim é o bom teatro. Encena-se o ser que, geralmente calado, dita a vida. Criam-se discursos sobre os intermináveis aconteceres. Moldam-se máscaras que revelam faces. O Pensar e o sentir emaranham-se. Como outras formas artísticas, o teatro pode ser formador e transformador. Age pelo avesso do didatismo. Talvez nascido com a civilização, tem sobrevivido graças ao encantamento que bons dramaturgos, atores, diretores e outros trabalhadores são capazes de produzir. Tadeu Aguiar atua, canta, dirige e produz em nossa cena. Eduardo Bakr, primeiramente escritor de livros infantis, tornou-se ator, produtor e dramaturgo premiado. Ambos uniram-se num projeto ousado: oferecer o teatro às plateias jovens. No intervalo entre a infância e a idade adulta as pessoas costumam perder o interesse por certo tipo de esforço intelectual de conteúdo mais exigente e gratificação menos imediata. Pode-se perder definitivamente um rico espectro de possibilidades para o desenvolvimento. Aguiar e Bakr empreenderam nesse espaço. Criaram o “Teatro Jovem”. Viajam pelo interior do Brasil encenando peças para adolescentes. Vão aos cantos mais ermos. Convidam as diversidades. Fazem-se permeáveis a linguagens e temas para ofertar espetáculos cheios de vitalidade inteligente. Trabalham estendendo oportunidades de novas leituras da realidade. Procuram dar corpo e iluminar elementos do universo cotidiano sujeitos a sucumbir à banalidade, que tanto faz por criar invisibilidades. Apresentam os clássicos antigos e constroem clássicos novos. Tiveram mais de três milhões de espectadores. Sensibilizaram muita gente. Conquistaram o apoio da UNESCO. Paralelamente vêm investindo em peças para todos, com textos de Bakr, como “Quatro Faces do Amor” e de muitos outros autores. Construíram ferramentas próprias para tratar musicais. Cativaram críticos exigentes como Bárbara Heliodora. Tornaram parceiros seus grandes atores e atrizes. Têm também se ocupado com a preservação da memória do teatro brasileiro. Com o valor do artista. Bakr fez a direção de produção e Aguiar dirigiu “Bibi, Uma Vida Em Musical”, bonita homenagem a Bibi Ferreira. Comemoram o talento. Por todos os lados.

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aguiar

 

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