A VIDA IMORTAL DE HENRIETTA LACKS

Em ambientes acadêmicos e de pesquisa as células HeLa são relativamente bem conhecidas. Quanto a sua origem, poucos têm alguma informação. Rebecca Skloot percorre uma trajetória acidentada para reconstruir a história de Henrietta Lacks, mulher pobre, afro-descendente norte americana, morta por um câncer de colo de útero, de quem as células são provenientes. As células HeLa, que ainda são comercializadas para pesquisa, foram extraídas do tumor que pôs fim precoce à vida de Henrietta. Estas células se reproduzem ilimitadamente, em meios adequados à isso. Já foram utilizadas em estudos importantes, e certamente geraram muito dinheiro para quem as comercializou. A retirada da amostra do tumor foi feita no início dos anos de 1950, quando ainda não se aplicavam de modo obrigatório e sistemático os termos de consentimento livre e esclarecido para pessoas que participavam de estudos científicos. Henrietta foi uma doadora involuntária. Seus descendentes não deram nenhum consentimento para o uso de um tecido de seu corpo. A história desta mulher humilde, ligada a descobertas científicas tão relevantes, é tocante. Também o são os desdobramentos desses eventos para seus descendentes. A leitura deste livro obriga à reflexão sobre comportamentos éticos, em pesquisa ou na vida. Difícil ficar indiferente. Título da Obra: A VIDA IMORTAL DE HENRIETTA LACKS Autora: REBECCA SKLOOT Literatura não ficcional norte americana Editora: Companhia das Letras

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