BOQUINHAS PINTADAS

O lugar da mulher tem mudado significativamente em grande parte das sociedades durante e após a segunda metade do século XX. Sua posição em relação ao homem tornou-se menos injusta. A distinção de gêneros vem tendendo a não mais ser tomada como motivo para desqualificação do intelecto de quem nasceu no “segundo sexo”, hegemonia masculina e omissão da importância do papel das mulheres no mercado de trabalho. Nas perspectivas mais inteligentes e saudáveis as diferenças entre os gêneros ao invés de serem apagadas são reconhecidas, respeitadas e instrumentalizam a valorização das pessoas (de qualquer gênero e orientação sexual) em sua diversidade, o que inclui este tipo de especificação não conversível em depreciação de nenhum tipo. “Boquinhas Pintadas” de Manuel Puig (General Villegas, Argentina, 1932 – Cuernavaca, México, 1990) trata principalmente de mulheres movendo-se num meio social constritivo, preconceituoso e, sob disfarces das convenções, redutor de valor ou potencialidades das identidades femininas. Neste meio, cabia-lhes os papeis de donas de casa, mães, professoras, empregadas domésticas, prostitutas e pouco mais. O centro de suas vidas era invariavelmente os homens. Um bom casamento uma dádiva dos céus, pela qual ela deveria agradecer por toda a vida e após a morte também, prostrando-se aos pés do Deus Pai Todo Poderoso. Formalmente o romance tinha originalidade na época de sua publicação, em 1969. Vale mencionar que, muito curiosamente, foi interpretado por críticos (e, talvez lido assim por muitos) como uma crítica à classe média argentina a partir das relações de um jovem tuberculoso (de caráter duvidoso, mas bonito e sexualmente atraente) e seu meio de convivência insensível e displicente, elemento bem marcado na trama, mas não tema por si só e que pode ser interpretado de maneiras mais complexas.

Título da Obra: BOQUINHAS PINTADAS

Autor: MANUEL PUIG

Tradutor: JOEL SILVEIRA

Editora: JOSÉ OLYMPIO

bcs

 

2 comentários

  1. Contesto a una observación publicada aquí
    Fernando aramburu es Vasco porque nació en el país vasco, pero estoy seguro de que se considera español porque el país Vasco esta en España , europeo porque España está en Europa y universal porque Europa está en el planeta tierra
    El libro refleja un periodo de lucha fratricida, otra vez mi pobre España , aquella “España, camisa blanca de mi esperanza, a veces madre y siempre madrastra ….“
    Intenta y lo consigue muy inteligentemente demostrar que los nacionalismos, otra vez tenemos en Cataluña la misma intolerancia, no conducen más que a la violencia , la muerte, el dolor y sobre todo a ese rencor que aprisiona el alma y te hace no ver lo que hay de positivo en la humanidad
    El libro te lleva a través de el a una última página magistral en que sin palabras pero con un gesto, solo con un gesto, te reconcilia con el
    ser humano , sea este vasco, español,europeo, universal o como le quieras llamar

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