PARTICIPAÇÃO POLÍTICA E “FAKE NEWS”

O termo “participação política” refere-se à possibilidade dos indivíduos em sociedade discutirem ideias de interesse geral e manifestarem-se defendendo opiniões, podendo mobilizar outras pessoas e ganhar poder de influência  nas decisões de seus governantes. Um dos instrumentos de fomento desta atividade é a divulgação de notícias através das redes sociais. Esta via de comunicação e interação torna-se importante por razões como velocidade, acesso fácil e a chance de se divulgar aquilo que nem sempre aparece como deveria nos grandes veículos de mídia. Todavia, para que haja chance de produzirem-se resultados benéficos é necessária real seriedade. Há que se ter o compromisso de repassar somente o que é mais provavelmente verdadeiro e evitar distorções na interpretação de fatos. Boa fé é imprescindível.  A consolidação das democracias depende em grande medida da capacidade de participação política dos cidadãos, até para que façam-se bem representados nas instituições que sustentam a Democracia e para que monitorem o cumprimento de suas legítimas funções. É fundamental que não se perca de vista a noção de responsabilidade individual nos eventos coletivos  (o que inclui o balanço entre direitos e deveres,  com compromisso de busca e compartilhamento de informações verdadeiras, rejeitando o falseamento deliberado). Para distinguir o que é verdadeiro e o que é falso é preciso  desenvolver a capacidade de avaliação crítica do que nos chega através das redes sociais e da mídia convencional. Tarefa que pode ser difícil. No mínimo há que se verificar as fontes e coerência de conteúdos para ver se há maior ou menor risco de serem mentirosas. E é de bom alvitre deixar sempre alguma margem para dúvidas e revisões. Nesta linha de pensamento, vale apontar que a propagação de notícias falsas ou de opiniões mais impulsivas, radicais ou incendiárias pode ter consequências desastrosas para todos. Muitos usam este tipo de recurso para manipular as pessoas e impor suas crenças e desejos aos outros. Há partidos políticos e indivíduos que sistematizam e “profissionalizam” este tipo de atividade fazendo militância por vias perversas. As chamadas “fake news” (notícias falsas) têm sido muito usadas para confundir pessoas. É necessário repudiar estas artimanhas, que minam as democracias e acabam por se constituir em instrumentos de humilhação, submissão e destruição da dignidade nas relações sociais. Vale comemorar o advento das vias eletrônicas de interação social, servir-nos amplamente delas, fazer uso de direitos e cumprir deveres, sem negligenciar os cuidados necessários  e esforçarmo-nos para contribuir em seu aperfeiçoamento como ferramentas confiáveis. Abaixo obra de Julio Le Parc
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